SELECCIONE O SEU IDIOMA: pt pt en

“Toque aqui em vez de clique aqui”

As tecnologias “help yourself” oferecem um potencial de negócio sem limites, mas a sua afirmação inicial é difícil.

Acredite num mundo de objetos mundanos inteligentes

A Leadership Business Consulting (LBC) estudou e apoiou a entrada nos EUA da Sensitive Objects, uma empresa francesa que desenvolveu uma solução inovadora baseada em tecnologia acústica para os touch screens. 

Imagine um mundo no qual os objetos são inteligentes ao ponto do mobiliário comum de casa ou do escritório se transformar em objetos sensíveis capazes de interagir com o seu meio envolvente. Uma lâmpada que responde a uma mesa, uma televisão que obedece a uma cadeira de braços e aqui temos nós a nossa mobília a tornar-se comunicativa. Um simples toque numa superfície dura e objetos mundanos ganham vida e dão-nos informação ao ritmo do toque dos nossos dedos.

Há alguns anos isto era apenas possível no grande ecrã dos filmes de Hollywood. Agora é uma realidade. Objetos comuns tácteis e inteligentes.

 

Tecnologia Haptic da Sensitive Object

No que respeita aos designs interativos, as potencialidades são enormes. Uma empresa francesa, a Sensitive Object, desenvolveu uma tecnologia única nesta área que está a lutar por um espaço no competitivo mercado do interface homem-máquina.

A Sensitive Object, fundada em 2003, emergiu de um grupo de pesquisa do Laboratório de Ondas Acústicas (LOA) em Paris, uma área do Centro Nacional de Pesquisa Científica. Entre o Verão de 2004 e 2006 o grupo francês Sofinnova Partners investiu 7,5 milhões de euros na empresa.

Com este capital, a Sensitive Object conseguiu desenvolver soluções inovadoras baseadas em tecnologia acústica. A tecnologia trabalha essencialmente com dois sensores que gravam sons de qualquer objeto. Esta gravação é depois armazenada numa base de dados, sendo-lhe atribuída uma assinatura acústica única para esse ponto no objeto. Essa assinatura é detetada através de uma série de algoritmos que contrastam com as vibrações do ponto de impacto com as restantes assinaturas armazenadas, convertendo a vibração através do uso de hardware e software eletrónico em comandos personalizados.

 

Tecnologia help yourself em franco crescimento

A tecnologia Help Yourself (“ajude-se a si próprio”) está na crista da onda. O self service é uma rotina, incluindo o levantar dinheiro num ATM, recolher bilhetes de um quiosque no teatro, cinema ou estação de comboios, atestar o carro numa bomba de gasolina, sem precisar de falar com o vendedor. Estamos também a assistir à emergência de janelas interativas de lojas onde se pode navegar e fazer compras, 24 horas por dia, a partir do exterior da loja. A publicidade e a sinalização digitais estão também a espalhar-se. Isto aumenta o alcance da publicidade interativa, onde o público-alvo tem a capacidade de dar feedback em tempo real através de um touch screen sobre o que necessita e as suas impressões. Estamos a tornar-nos incrivelmente independentes, apenas dependentes de estarmos conectados e interagir com máquinas e redes. Talvez seja este o paradoxo do nosso tempo.

 

Sensitive Object ambiciona os EUA

O mercado americano é um mercado de grande dimensão e competitividade onde a Sensitive Object tem intenção de estar presente. Para este efeito, contratou o escritório de São Francisco da Leadership Business Consulting para apoiar na avaliação do mercado e no estabelecimento dos contactos iniciais com potenciais parceiros e clientes.

As possibilidades oferecidas pela introdução da tecnologia haptic (que utiliza o toque) desenvolvida pela Sensitive Object não têm limites. A sua tecnologia acústica conhecida como ReverSysTM baseada na reversão temporal das ondas acústicas oferece às pessoas uma ponte entre o mundo digital abstrato e a sua envolvente familiar. Os touch screens são apenas um dos exemplos interessantes. Muitas das já conhecidas tecnologias existem para permitir que os touch screens reajam ao toque. A maioria das tecnologias aceites no mercado incluem SAW (surface acoustic wave) e infravermelhos. O leitor poderá perguntar-se se ainda existe espaço para surgir outra tecnologia comercializada por alguma empresa ou marca não reconhecida pelo mercado. A tecnologia da Sensitive Object distingue-se de algumas tecnologias existentes e é por isso que representa um desenvolvimento tão impressionante.

Durabilidade

Os touch screens têm de ser resistentes. Vêem-se frequentemente turistas a tocar incessantemente nos touch screens dos aeroportos e estações de comboios, tentando comprar bilhetes a tempo de apanhar o próximo avião ou comboio. A durabilidade é a característica-chave dos touch screens. Estes são feitos de puro vidro que é extremamente resistente e fácil de limpar.

Para qualquer objeto que se torne sensível tem que ser pensada a forma como reage. Esta característica é fundamental no que toca à diminuição da necessidade de reparações e manutenção. Os pontos sensíveis são efetivamente determinantes para manter ou afastar os utilizadores que se sentem frustrados por não entenderem porque é que o “clique aqui” não funciona.

O custo é outra área onde a Sensitive Object está bem posicionada, pois a sua tecnologia é a este nível competitiva, o que num grande volume de negócio é muito atrativo. É suposto este mercado crescer a um ritmo de 10% nos próximos anos, no entanto, tem-se verificado uma descida dos preços.

 

Artigos relacionados

 

Capacite a sua empresa com um centro de inovação

A sua companhia decidiu estabelecer uma unidade dedicada à inovação (innovation outpost). Mas como se avança para um posto de inovação? Como encontra as pessoas adequadas? O que deve a equipa do centro de inovação fazer no dia a dia? E quais as prioridades? Siga este guia.

 

A sua organização está preparada para a Indústria 4.0?

Empresas de todos os setores no globo estão a adotar a Indústria 4.0. Já não se trata de “temos tempo, é uma tendência de futuro” – a também denominada Quarta Revolução Industrial está aí. É uma realidade. 

 

Paolo Cerruti: Na Indústria 4.0 o valor fornecido é muito mais alto que o custo

Paolo Cerruti – que até ao início de 2016 era vice-presidente da cadeia de fornecimento global da americana Tesla, bem como vice-presidente do planeamento de operações da companhia liderada por Elon Musk – afirma que, numa primeira fase da adoção da Indústria 4.0, os custos “podem ser um elemento dissuasivo”; mas adianta que as empresas têm de “avaliar a cadeia no todo e os custos totais”.


In Leadership Agenda N.º 3 (publicação que tem por objetivo divulgar metodologias e novas ideias nas áreas da gestão e da liderança, tendo por base o centro de competência e o conhecimento adquirido pela Leadership Business Consulting em mais de 900 projetos realizados em oito países nas áreas da estratégia, marketing e finanças, organização e gestão da mudança, operações e performance, desenvolvimento de talento, formação ou tecnologias de informação).