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A importância das soft skills no procurement

É usual o procurement ser visto essencialmente como uma atividade “hard” relacionada com custos, especificações técnicas, procedimentos burocráticos e calendários. A modernização da função compras com a automação e digitalização de processos reforçam esta perceção. No entanto, as matérias organizacionais e de utilização das chamadas soft skills são fundamentais e muitas vezes negligenciadas pelas empresas.

A importância das soft skills

A utilização das soft skills, nomeadamente da inteligência emocional, acrescenta valor em várias atividades do procurement, como no relacionamento deste departamento com os compradores (áreas internas), na introdução de inovação no processo de compras e nas próprias aquisições de produtos e serviços, e claramente no processo negocial e na gestão de bloqueios e de conflitos.

As relações de confiança e de compromisso e alinhamento estratégico superam a simples garantia contratual, que muitas vezes é ilusória ou muito cara. A agilidade e a capacidade de adaptação a novas circunstâncias também alavancam a eficácia dos fatores “hard”.

Alguns fatores tornam as soft skills mais relevantes hoje do que no passado, como a globalização da economia e do processo de sourcing, a centralização da função compras com a criação de mega entidades de serviços partilhados, a emergência de novas tecnologias e de start-ups, e os Millennials na sua procura constante de desafios.

A automatização e a robotização da função compras são assim uma oportunidade para os gestores de procurement se focarem mais no tratamento de fatores críticos e no desenvolvimento de soft skills, colocando a inteligência emocional ao serviço do que irá fazer a diferença, isto é, o pensamento crítico, a sensibilidade organizacional e social e a flexibilidade e gestão da mudança.