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Estratégia Beira Interior 2010

A região vitivinícola da Beira Interior, em Portugal, tem um enorme potencial e tradição.

As marcas de qualidade reconhecidas pelos especialistas e pelo mercado foram premiadas em concursos nacionais e internacionais de vinhos, o que demonstra uma acentuada distinção. Estes ativos estratégicos precisam, no entanto, de ser potenciados. O aumento da capacidade comercial e do branding são duas das alavancas necessárias para o crescimento e rentabilidade efetiva dos produtores.
Cientes dessa necessidade, os agentes cooperativos do setor definiram, em 2004, uma estratégia para aumentar a competitividade da região. Essa estratégia, cuja definição contou com o apoio da Leadership, assenta no aproveitamento de sinergias entre os diversos agentes, incluindo a partilha de recursos, o aumento da massa crítica nos mercados de fornecedores e clientes e na definição de estratégias conjuntas para abordar o mercado na comercialização e promoção dos vinhos.

Modelo de definição estratégica

O modelo de definição estratégica, proposto pela Leadership, assenta na filosofia de balanced scorecard adotando 4 perspetivas: financeira, mercado, produção e recursos. Através da definição destas vertentes, procedeu-se ao posicionamento competitivo relativo entre as adegas e destas com os melhores concorrentes do mercado e definiu-se as estratégias em cada vertente para reduzir o gap da Beira Interior face às melhores práticas do mercado.

A sessão pública de divulgação e lançamento da operacionalização do projeto decorreu na Viniportugal e contou com a presença do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Jaime Lopes Silva, atestando o forte empenho que os agentes institucionais do setor estão a colocar no seu desenvolvimento.

Diagnóstico da região

O diagnóstico da situação atual do setor vitivinícola na Beira Interior e das 5 adegas associadas da UNACOBI - União das Adegas Cooperativas da Beira Interior, constituiu o primeiro passo para o desenvolvimento do projeto, tendo para isso sido realizadas diversas atividades de recolha de informação relevante nas adegas, que incluíram mais de 50 entrevistas aos responsáveis de topo das adegas, recolha de informação de gestão e análise à informação contida nas demonstrações financeiras das adegas.

Adicionalmente, foi realizado um benchmarking face a experiências internacionais e a casos de sucesso no setor em Portugal e um vasto inquérito aos canais de distribuição do setor que permitiu averiguar a valorização dos produtos pelos diversos canais e os respetivos fatores-chave de compra.

O envolvimento das forças vivas da região, ligadas ao setor vitivinícola e a outros setores complementares, como o turismo ou os produtos tradicionais, como o mel e o queijo típicos da região, constituiu um passo fundamental para o desenvolvimento do projeto.

Os agentes cooperativos da Beira Interior identificaram assim a necessidade de desenvolver uma estratégia conjunta para abordar o mercado por forma a partilhar riscos e benefícios, ganhando dimensão e visibilidade. Esta revelou-se uma opção fundamental para garantir o escoamento dos seus produtos e para aumentar as margens de comercialização e remunerar de forma mais adequada os viticultores.

Estratégia de desenvolvimento da região
O desafio consiste em colocar a região da Beira Interior no mapa nacional e internacional como uma referência no setor vitivinícola. Para isso, foi definida uma estratégia de desenvolvimento e mecanismos para a sua implementação, que permitem melhorar o posicionamento dos agentes no mercado nacional e internacional.

Esta estratégia envolve as cinco adegas cooperativas da região: Adega Cooperativa da Covilhã, Adega Cooperativa de Figueira Castelo Rodrigo, Adega Cooperativa do Fundão, Adega Cooperativa de Pinhel e Cooperativa Agrícola de Beira Serra, no âmbito da UNACOBI, que tem como missão desenvolver e coordenar todas as ações conjuntas das adegas.

A definição da estratégia de desenvolvimento do setor vitivinícola na região da Beira Interior foi então denominada de "Estratégia Beira Interior 2010".

Missão para a região da Beira Interior

  • Produzir vinhos de excelência, com características distintivas e consistência ao longo do tempo, conotados com a tradição vitivinícola regional;
  • Remunerar adequadamente todos os agentes, em função do seu real desempenho no mercado, incluindo produtores vitícolas, fornecedores, trabalhadores das adegas e parceiros comerciais/distribuidores;
  • Assegurar a presença dos vinhos da Região nos principais mercados de exportação, através de uma relação qualidade/preço competitiva;
  • Promover os vinhos da Região de forma efetiva, com impacto direto nas vendas, para os mercados nacional e internacional.

Esta visão e missão foram suportadas em metas estratégicas e objetivos operacionais a prosseguir faseadamente para posicionar a Beira Interior no topo das regiões, a nível nacional, e consolidar a penetração dos vinhos da Região a nível internacional. Foram definidos 17 objetivos operacionais em quatro áreas de intervenção e um conjunto de 16 indicadores de medição do sucesso da operacionalização da estratégia, que podem ser mapeados no Mapa estratégico da Região.

Este mapa estratégico foi desenvolvido segundo as perspetivas do balanced scorecard (financeira, produção, mercado e recursos), o que permitiu ligar a estratégia de implementação do projeto às oportunidades de melhoria identificadas na fase de diagnóstico do mesmo.

Adicionalmente, os indicadores de sucesso de implementação da estratégia encontram-se igualmente definidos para cada uma destas vertentes.

Principais critérios de compra de vinho por canal de distribuição

Estratégia Beira Interior 2010

Mapeamento estratégico

Mapeamento estratégico

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In Leadership Agenda N.º 1 (publicação que tem por objetivo divulgar metodologias e novas ideias nas áreas da gestão e da liderança, tendo por base o centro de competência e o conhecimento adquirido pela Leadership Business Consulting em mais de 900 projetos realizados em oito países nas áreas da estratégia, marketing e finanças, organização e gestão da mudança, operações e performance, desenvolvimento de talento, formação ou tecnologias de informação).